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“Boca Maldita” de Pato Branco

“Boca Maldita” de Pato Branco

No último dia 29 de novembro, a tradicional “Boca Maldita” de Pato Branco completou 40 anos de existência.

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A concentração dos cavaleiros da boca pato-branquense tinha como ponto de apoio o antigo Café Letra, localizado na Rua Guarani, a poucos passos da Praça Getúlio Vargas. Com o tempo, o café mudou de endereço e passou a funcionar em frente à prefeitura, mas os frequentadores da “Boca Maldita” decidiram manter a tradição: continuam se reunindo exatamente no mesmo ponto onde tudo começou, na calçada que deu origem ao famoso reduto de conversas, debates e histórias.

A fidelidade ao local supera a vaidade, o conforto e até a comodidade de estar em um ambiente protegido do sol e da chuva. Nada disso impede esses homens — empresários, políticos, intelectuais e figuras marcantes da cidade — de levarem seus banquinhos, aperitivos, cafezinhos, bolos e salgadinhos, transformando o espaço em uma espécie de sala de reuniões ao ar livre.

Entre eles está o Gabriel, frequentador assíduo e verdadeiro organizador espontâneo do grupo, responsável por manter tudo funcionando com harmonia. E assim, a Boca Maldita segue sendo cenário de conversas que vão de negócios do tamanho de uma caixa de fósforos a transações dignas de um avião, de um lote na periferia a uma mega fazenda, ou ainda de articulações eleitorais que podem ir da eleição de vereador até, quem sabe, a presidência da República.

Sabe como são os cavaleiros…

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