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“Canelas de vidro de Neymar e Gabigol”

“Canelas de vidro de Neymar e Gabigol”

A ausência de Neymar e Gabigol já deixou de ser episódio isolado, virou rotina. E isso é simplesmente lamentável. Pelé deve estar se revirando no túmulo ao ver o que estão fazendo com o Santos Futebol Clube.

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O Flamengo se livrou do Gabigol, que já vinha sendo reserva no Cruzeiro Esporte Clube, e agora no Santos repete o roteiro: a cada jogo, uma desculpa. Já Neymar segue na mesma lógica, só aparece quando quer, quando convém, quando não há risco.

Ambos ganham salários de superestrelas, mas entregam desempenho de coadjuvantes. Muito marketing, pouco futebol. Como bem pontuou José Trajano no programa Posse de Bola, falta comprometimento e sobra frustração.

A realidade é simples: a vida deles está resolvida. Ganham fortunas, podem comprar carros, aviões, iates — o que quiserem. Mas dentro de campo, quando a bola rola, viram um problema sério.

O Santos vive uma situação dramática. Sempre surge uma justificativa: gramado ruim, viagem cansativa, “controle de carga”, planejamento físico… enquanto o time paga o preço dentro de campo.

E no caso do Neymar, a pergunta é inevitável: como sonhar com convocação se não joga? Prestígio não entra em campo. Nome não decide jogo. Futebol se prova jogando, e isso, hoje, está faltando. “Chuteiras de vidro e canelinhas de pó de arroz” seria a melhor definição para essa enganação contra o Santos. 

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