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Moro e Dallagnol vão começar 2026 vivendo um verdadeiro inferno astral

Moro e Dallagnol vão começar 2026 vivendo um verdadeiro inferno astral

O veto do PP à candidatura do senador Sérgio Moro ao governo do Paraná, somado às investigações sobre os atos do então juiz e do ex-procurador — hoje deputado cassado — Deltan Dallagnol, pode levar ambos a enfrentar consequências graves, inclusive prisão, caso as apurações avancem como indicado nos bastidores.

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O PP, comandado pelo deputado federal Ricardo Barros e por sua filha, a deputada Maria Victoria — que preside a sigla no estado — “apagou a luz da festa” de Moro. O embate entre Progressistas e União Brasil se transformou em uma verdadeira guerra interna, deixando o senador isolado na disputa pelo governo do Paraná.

A turbulência que atinge Moro (União Brasil) vai muito além da operação da Polícia Federal na 13ª Vara Federal de Curitiba. Ele enfrenta um abalo político profundo justamente dentro do grupo que deveria sustentar sua candidatura em 2026. PP e União Brasil, que juntos formam a Federação União Progressista, caminham para um rompimento definitivo no estado — um conflito capaz de implodir o projeto de Moro ainda nas convenções, impedindo até mesmo o registro de sua chapa para o Palácio Iguaçu.

O epicentro dessa crise é Curitiba, palco da Lava Jato conduzida por Moro quando era juiz. Ele e Deltan Dallagnol, que chefiava a força-tarefa do MPF, estão agora “pianinho”. O risco de uma devassa da Polícia Federal, segundo se comenta nos bastidores, pode resultar até na prisão de ambos se surgirem provas consideradas irrefutáveis.

O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI) — também vice-presidente da federação — chega ao Paraná com o veredicto praticamente fechado: o PP paranaense manterá independência política dentro da federação. Essa “água jogada no chope de Moro” é apenas o começo. Há quem afirme que o senador deverá recuar, em acordo costurado com o governador Ratinho Júnior (PSD), para concentrar esforços somente na eleição de sua esposa para deputada federal em 2026, já que seu próprio mandato no Senado ainda tem mais quatro anos pela frente.

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