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Ratinho provando do próprio veneno
O paranaense Gabriel Bertolucci, de 22 anos, representante da geração da internet e das redes sociais, tem protagonizado embates públicos contra Ratinho, do SBT.
No Instagram, o jovem publica críticas duras, ácidas e documentadas, afirmando basear seus apontamentos em informações públicas e decisões judiciais. Ele, inclusive, desafia o apresentador para um debate aberto.
O comunicador que, no passado, construiu sua trajetória com um estilo combativo, língua afiada e denúncias contundentes, contra tudo e contra todos, agora se vê no centro das críticas. E é nesse contexto que muitos recorrem a velhos ditados populares.
“Pau que dá em Chico dá em Francisco”, ou seja, a regra deve valer para todos, sem privilégio ou perseguição. Se no início da carreira o apresentador adotava uma postura dura com um “cacete” nas mãos contra autoridades, políticos e artistas, seus críticos argumentam que o mesmo direito à crítica também deve valer quando o alvo passa a ser ele. A lei é igual para todos.
Outro ditado que surge nesse debate é: “A língua é o chicote da bunda”, lembrando que palavras e atitudes podem trazer consequências futuras. Quem constrói a carreira na base do enfrentamento precisa estar preparado para também enfrentar questionamentos.
E, por fim, “pagar com a mesma moeda”, expressão que remete à ideia de retribuição na mesma medida. Para apoiadores de Bertolucci, o que ocorre agora seria apenas a lógica da reciprocidade no espaço público: críticas respondidas com críticas.
O embate entre gerações expõe uma mudança no jogo da comunicação. Se antes a televisão concentrava poder e narrativa, hoje as redes sociais permitem que novos comunicadores desafiem figuras consolidadas como o Ratinho fazia nos tempos áureos da televisão. O debate está posto, e o público acompanha.


