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Queda de braço entre Kaefer e Paranhos
Reportagens do jornal O Paraná apontam que o ex-prefeito de Cascavel e atual secretário estadual de Turismo, Leonaldo Paranhos, passou a integrar formalmente, no último dia de seu mandato (30/12/2024), empresas que movimentaram mais de R$ 54 milhões.
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Documentos públicos indicam que, nas semanas finais da gestão, houve integralizações milionárias concentradas, envolvendo empresas do grupo familiar, especialmente no setor imobiliário. A denúncia foi protocolada na DECCOR pelo ex-deputado federal Evandro Roman.
Uma das empresas citadas, a Meu Viver Construtora, criada com capital social de R$ 20 mil, realizou operações superiores a R$ 54,3 milhões. Parte dos aportes aparece em nome de pessoas ligadas ao núcleo familiar e funcional.
Especialistas apontam que a entrada direta de Paranhos apenas no fim do mandato, após anos de crescimento sob controle indireto, é atípica e pode caracterizar reorganização patrimonial, hipótese sob investigação. O inquérito segue em andamento, com prazo prorrogado pelo MPPR, sob sigilo.
Todos os citados foram procurados e não se manifestaram.
Para tentar desqualificar as denúncias publicadas, o secretário de Turismo, Leonaldo Paranhos, teria afirmado, de forma velada, em círculos que frequenta, que o jornal do empresário e ex-deputado federal Alfredo Kaefer, estaria promovendo acusações vazias por ter tido supostos interesses contrariados durante sua gestão como prefeito.
Quando o trabalho investigativo é conduzido por quem realmente entende do ofício, e não erra o alvo na busca exclusiva pela verdade, o cerco começa a se fechar.
A condenação deixa de ser hipótese e passa a ser consequência.
Vale lembrar que escândalo citado é apenas a ponta do iceberg.
Nos atos probatórios, destinados as provas, teremos o início do fio da meada com farta documentação, a oitiva de testemunhas e a realização de perícias.
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