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O Céu e o inferno da música popular brasileira
Temos o céu — o talento genuíno, a música como bálsamo para a alma e para os ouvidos. Em contraste, somos submetidos ao esgoto: a gritaria estridente dos analfabetos da música e, não por acaso, também da política. Um barulho que não comunica, não emociona e apenas fere os tímpanos e o bom senso.
Com o sol escaldante em Curitiba, resolvi assistir a Ivan Lins e Alcione no programa de Luciano Huck. Foi um verdadeiro espetáculo musical: elegante, cultural e de extremo bom gosto. Um encontro raro de talento, sensibilidade e respeito à música brasileira.
Mas, ao mesmo tempo, veio a reflexão amarga sobre a quantidade de lixo sonoro que a mídia nos faz engolir diariamente. Um cardápio indigesto, empurrado goela abaixo para alimentar um público que apenas dança e bebe, sem sequer usar os ouvidos para reconhecer a riqueza musical que o Brasil oferece.


