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Criança é entregue a outra pessoa por engano na saída da escola de Cascavel
Na sexta-feira, 6 de fevereiro, a Escola Arthur Carlos Sartori, em Cascavel, expôs uma falha grave de segurança ao entregar por engano a menina Aurora, de 4 anos, a uma família desconhecida ao fim do segundo dia de aula. A criança foi liberada sem conferência de documentos ou identificação, apenas porque havia outra aluna com o mesmo nome.
A mãe, Tamara Priscila Gonçalves da Luz, só descobriu o erro ao chegar à escola após ser chamada por um motivo banal. A justificativa da instituição, de que o avô que buscou a criança tinha baixa visão, não diminui a gravidade do caso, pois os protocolos existem justamente para evitar esse tipo de situação. Se não fosse a atenção da família que percebeu o engano, o desfecho poderia ter sido trágico.
O episódio revela que a segurança dos alunos não pode depender da sorte. Escolas têm o dever absoluto de adotar controles rígidos na entrega das crianças, garantindo identificação, checagem de documentos e cumprimento dos protocolos. A massinha no ouvido foi irrelevante diante do verdadeiro problema: a fragilidade de um sistema que falhou em proteger quem mais precisa de cuidado.


