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“Nóis é sócio”…

“Nóis é sócio”…

Ligações perigosas do Rato pai e do Rato filho começam a pipocar de todos os lados. Será que os Ratinhos vão pagar para ver mais ligações deles com membro da justiça, do setor político e empresarial virem à tona ? Dizem que essa é apenas a “pontinha do iceberg”.

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A teia de relações que liga o governador Ratinho Jr. ao ministro do STF Dias Toffoli, ainda que mediada por familiares e interesses empresariais, compromete a imagem de “gestor técnico” e de suposta pureza política que o chefe do Executivo paranaense tenta sustentar. É mais uma fissura no verniz do “santo do pau oco”, cuidadosamente preservado pelo pai, o apresentador Ratinho, estrela do SBT, que há anos atua como escudo político e midiático do filho, separando artificialmente, e pouco convincentemente, negócios privados e poder público.

Na prática, essa separação se mostra inviável diante de conexões empresariais que cruzam governos, tribunais superiores e interesses financeiros bilionários, alguns sob investigação. Reportagem do O Estado de S. Paulo revelou que dois irmãos de Toffoli, José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, foram sócios do apresentador Ratinho em um resort da rede Tayayá, o Tayayá Porto Rico, na divisa entre Paraná e Mato Grosso do Sul.

Os irmãos do ministro detiveram 18% do empreendimento entre 2021 e 2025, por meio da empresa Maridt S/A, que também mantinha participação em outro resort da rede, em Ribeirão Claro (PR). A fatia foi vendida em fevereiro do ano passado ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, instituição em liquidação e alvo de ação judicial no STF, sob relatoria de Toffoli.

Embora o Grupo Massa afirme não manter relação com a empresa responsável pelo Tayayá Porto Rico, o encadeamento dos fatos revela um ambiente de promiscuidade entre política, Judiciário, mídia e grandes negócios. Um cenário que extrapola coincidências e levanta dúvidas legítimas sobre conflitos de interesse e a real independência entre os poderes.

Não é apenas uma questão de imagem, mas de credibilidade institucional. Quando laços familiares e empresariais se misturam dessa forma, a confiança da sociedade nas instituições é a primeira a ser corroída, ainda que se tente esconder os fios por trás do espetáculo midiático.

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