Ao navegar neste site, você aceita os cookies que usamos para melhorar sua experiência.
Ratinho Jr deve afastar Paranhos até a conclusão das investigações
Quase oito anos de governo e o padrão se repete: denúncias surgem, escândalos explodem e tudo acaba varrido para debaixo do tapete. Para quem sonha com a Presidência da República, esse acúmulo pode virar um peso insustentável. Assista na íntegra à entrevista do ex-deputado federal concedida na rádio FM 92.3, no programa Independência 92:
Não é episódio isolado: aliados do primeiro escalão já enfrentaram acusações sob silêncio estratégico do governo. Após entrevista do ex-deputado Evandro Roman, cresce a pressão pelo afastamento do ex-prefeito de Cascavel e atual secretário de Turismo até apuração da Delegacia de Combate à Corrupção. Diante da gravidade, transparência não é escolha
O governador Ratinho Júnior já dá sinais claros de que iniciou sua pré-campanha à Presidência da República. Natural, faz parte do jogo político. No entanto, quem pretende disputar o cargo mais alto do país precisa, antes de tudo, demonstrar coerência e firmeza ética dentro de casa.
A permanência de Leonaldo Paranhos em cargo estratégico do governo estadual, mesmo sob investigação por suposto enriquecimento ilícito, gera desgaste político e moral. Para qualquer homem público que se preza, é inadmissível manter em função de extrema confiança alguém que esteja sendo denunciado na DECCOR (Delegacia de Combate a Corrupção).
.
A denúncia foi protocolada por Evandro Roman, ex-secretário de Estado, juiz da FIFA e deputado federal, que afirma desafiar quem quer que seja a contestar os questionamentos envolvendo o crescimento patrimonial considerado meteórico de Paranhos e familiares ao longo dos oito anos em que foi prefeito de Cascavel.
Não se trata de prejulgar ou condenar antecipadamente. O princípio da presunção de inocência deve sempre ser respeitado. Porém, afastar temporariamente o secretário até a conclusão das investigações seria uma medida de prudência administrativa e respeito à opinião pública.
Quem deseja disputar a Presidência da República não pode ser complacente diante de denúncias dessa gravidade. A coerência entre discurso e prática é o primeiro teste para quem pretende governar o Brasil.


