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Le Constellation e Boate Kiss: quando a negligência do poder público mata jovens que só queriam diversão
Enquanto não houver uma proibição efetiva do uso de artefatos pirotécnicos em locais fechados, tragédias como a registrada recentemente na Suíça e a que marcou para sempre o Brasil, com o incêndio da Boate Kiss, continuarão se repetindo. Não é necessário listar inúmeros episódios semelhantes ao redor do mundo: basta observar que, em intervalos recorrentes, esse tipo de negligência das autoridades mundo a fora resulta em mortes evitáveis.
O incêndio ocorrido em um resort de alto padrão na estação de esqui de Crans-Montana, durante as comemorações de Ano Novo, trouxe de volta à memória coletiva a tragédia de Santa Maria (RS), em 2013, quando 242 jovens perderam a vida na Boate Kiss. Apesar de a dimensão do desastre suíço ter sido menor, os elementos em comum são claros: ambientes fechados, grande concentração de pessoas, dificuldades de saída e falhas graves nos protocolos de segurança.
De acordo com informações das autoridades locais, ao menos 40 pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas no incêndio na Suíça. As primeiras investigações indicam que o incêndio foi causado por fogos de artifício utilizados durante a festa de Réveillon.


