Edgar Bueno é vítima de covardia e trapaça
Contrariando a decisão do Tribunal de Contas e certamente indo totalmente na contramão das decisões futuras do TSE-Tribunal Superior Eleitoral, o Legislativo de Cascavel, pratica perseguição rasteira contra o ex-prefeito e pré-candidato nas eleições deste ano, Edgar Bueno (PSDB). Uma vergonha, sendo que a maioria absoluta, ou seja, 18 dos 21 vereadores rezam na cartilha do prefeito Leonaldo Paranhos (PL). Os vereadores demonstram estarem preocupados com os cargos e apoios para suas respectivas reeleições. “Plantaram um cabelo no ovo para garantir a mamada”.

Matéria extraída na íntegra do Pitoco, edição do dia 08/03/24:
“Perseguição política implacável”
Edgar Bueno tem contas reprovadas na Câmara e reage: “decisão arbitrária motivada por acertos políticos e trocas de favores”; advogados divergem sobre a inelegibilidade do ex-prefeito.
Por 14 votos contra cinco, o ex-prefeito Edgar Bueno teve as contas do exercício de 2016 reprovadas pela Câmara Municipal de Cascavel. O placar era esperado. Se o tema viesse à pauta, certamente Bueno não teria sete votos necessários para safar-se, já que a base de seu adversário político no Legislativo, Leonaldo Paranhos, soma incríveis 18 votos, quase uma unanimidade. Se o resultado era favas contadas, a dúvida ficou para os efeitos práticos da decisão, claramente pautada para tornar Bueno inelegível. Ele próprio foi às redes para divulgar uma nota de repúdio: “Trata-se de decisão arbitrária, perseguição política implacável e repulsiva, motivada por acertos e troca de favores”, postou Bueno. Para o advogado e vice-líder de Paranhos na Câmara, Lauri Silva, o então prefeito no exercício do mandato de 2016 cometeu improbidade administrativa ao pagar aluguel do Procon com recursos federais da educação (Fundef). Lauri não tem dúvidas que Bueno estará inelegível “e vai disputar a eleição pendurado em uma liminar”. Há outras ressalvas no parecer do Tribunal de Contas do Estado, levadas em consideração na decisão da Câmara, entre elas despesas de publicidade, financiamento do BID para obras na Avenida Brasil e problemas no envio de dados. “Todas as ressalvas foram sanadas, tanto assim que o Tribunal aprovou as contas do ex-prefeito”, assegura o advogado de Bueno, Marcos Boschirolli. Ele sustenta que seu cliente só não disputa a eleição se não quiser. Para Boschirolli, não estão presentes os elementos que poderiam tornar Bueno inelegível. Ele cita a ausência de dolo, má fé, dano ao erário e vício insanável. “O Edgar tem 12 contas aprovadas nos três mandatos, são 30 anos de vida pública sem uma única condenação sequer”, enfatizou o advogado. A votação gerou algumas saias justas. O vereador Pedro Sampaio, amigo de Paranhos e de Edgar quase na mesma proporção, aca- ou não aparecendo para votar. Alegou uma picada providencial de um tal Ae-dês. A infecção é incerta e não sabida, mas uma certeza surgiu da picadura do Legislativo em Edgar: ele irá se incomodar com a reprovação e a palavra final caberá aos tribunais eleitorais, ambientes em que nem sempre 2 + 2 somam 4.
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