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Boicotar Havaianas: quando a imbecilidade e a ignorância viram militância

Boicotar Havaianas: quando a imbecilidade e a ignorância viram militância

A tentativa de boicote às Havaianas é mais um capítulo constrangedor da política transformada em caricatura. Uma imbecilidade completa, tanto do ponto de vista econômico quanto do lógico.

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O Itaú, além de suas conhecidas frentes como Itaucard, Itaú Personalité e diversos outros produtos financeiros, controla uma holding poderosa: a Itaúsa. É por meio dela que o grupo é dono de marcas amplamente consumidas pelos próprios brasileiros — muitas vezes sem qualquer questionamento ideológico — como Havaianas (Alpargatas), Dupé, Mezzuno, Osklen, entre outras.

A lista não para aí. A Itaúsa também controla empresas dos setores de construção e design, como Deca, Portinari, Duratex e Castellato, espalhadas por centenas de produtos e serviços presentes no dia a dia da população.

Seguindo a lógica adotada por setores bolsonaristas mais radicalizados — que se autodeclaram “de direita” e defendem boicotes seletivos — seria necessário abrir mão de dezenas, talvez centenas, de produtos ligados direta ou indiretamente ao Itaú. Inclusive das populares Havaianas, símbolo nacional que calça milhões de brasileiros.

O que se vê, na prática, é outra coisa: desinformação. Pessoas que entram no embalo, seguem a manada sem checar fatos, sem entender como funcionam grandes grupos econômicos e suas ramificações. Um vai para um lado, todos vão atrás. É a boiada andando junta, no grito, no “ôa, ôa”, como se fosse festa — mas sem reflexão, sem coerência e sem noção da realidade.


 

 

 

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